Uberlândia fechou cerca de 1600 empresas em 2017, aponta Jucemg

Mais do que simplesmente abrir um comércio e começar a vender seu produto ou serviço, ser empreendedor é algo que vai muito mais além. Uma empresa só se encaixa no mercado se ela é útil tanto a ele próprio quanto, principalmente, à população. E a única forma de descobrir se o negócio pretendido se encaixa nesses quesitos é pesquisar incansavelmente, até descobrir pontos fracos e fortes do que já é ofertado.

No último ano, Uberlândia fechou aproximadamente 1591 empresas enquanto formalizou 1747, segundo a Junta Comercial de Minas Gerais (JUCEMG). Segundo Alex Teixeira, assistente de projetos do Sebrae Uberlândia, a falta de pesquisa pode ter sido determinante para este alto número de extinções. “Grande parte do fechamento precoce das empresas se dá devido à falta de planejamento e pesquisas de mercado feitas de forma superficial. Muitos empreendedores têm boas ideias, mas, quando não se tem um bom planejamento, esbarram em dificuldades e restrições que não foram previstas, em consequência disso, ele se vê com inúmeras despesas, o que na maior parte das vezes, inviabiliza o negócio”, explica.

Marco Lara trabalhava em uma grande empresa e decidiu pedir contas para empreender. Mas antes disso, nada de meter os pés pelas mãos: três pesquisas extremamente detalhadas e minuciosas foram feitas no segmento de construção civil, mais especificamente, de apartamentos para o público universitário e colaborador da Universidade Federal de Uberlândia. Por meio dela, descobriu falhas de mercado e clientes mal atendidos, mesmo apesar da construção de edifícios ser a terceira atividade predominante neste ano, como foi informado pela Jucemg, atrás apenas do comércio varejista (1º) e do transporte rodoviário de carga (2º). E foi aí que percebeu as grandes chances de preencher essas lacunas com qualidade. “A pesquisa é fundamental para aplicar o principal conceito do marketing que é Entender para Atender. Por meio dela, conhecemos as reais necessidades e hábitos dos estudantes para oferecer um produto que tenha real aderência às suas necessidades. Então, descobrimos o que mais os incomodava e também as necessidades e desejos para melhor atendê-los”, conta.

Ainda de acordo o especialista do Sebrae, compreender o mercado nos mínimos detalhes significa muito mais do que apenas o sucesso ao abrir o empreendimento. “A pesquisa visa conhecer as principais demandas de onde se pretende atuar, por isso, antes de efetivamente iniciar um negócio, o empreendedor deve analisar quais serão suas principais oportunidades e ameaças, e assim, conhecer melhor qual o perfil de cliente que seu produto ou serviço irá atender, e através disso, identificar as principais tendências para este público alvo. Considerando estes pontos, o empreendedor poderá minimizar a possibilidade de fracasso do negócio”, comenta Teixeira. Para o especialista, os órgãos públicos e as leis também devem ser consultadas. “Além da análise do mercado, o empreendedor deve se atentar

em buscar informações sobre regras e restrições, que variam em cada cidade ou região, por isso, é imprescindível verificar junto à prefeitura quais são as principais exigências para a liberação do alvará de funcionamento”, finaliz

Share on Facebook0Tweet about this on Twitter0Share on Google+0Share on LinkedIn0Print this page