Tratamento multidisciplinar é indicado em casos de fibromialgia

Reumatologista considera três pilares importantes na abordagem do paciente.

Ainda sem causa definida, a Fibromialgia é uma síndrome clínica de dor crônica que está presente em cerca 4,4% dos brasileiros, sendo mais prevalente em mulheres. Os sintomas são variados e similares à outras doenças, exigindo a atenção de diferentes áreas da saúde.

A fibromialgia é mais frequente dos 30 a 60 anos de idade, mas pode acometer qualquer faixa etária, inclusive crianças e adolescentes. A principal queixa é dor difusa, muitas vezes descrita com acometimento da cabeça aos pés, e é muito comum que o paciente não consiga definir aonde está a dor. Existe ainda queixas de formigamentos, fadiga, alteração do sono e da memória.

“Vários pacientes com fibromialgia procuram o médico com queixa de dor articular e cansaço. Tais sintomas podem ser confundidos com artrite reumatóide, artrose, lúpus, entre outras.”, explica a reumatologista da Clínica MedGen, Marina Alvarenga. A especialista esclarece que o diagnóstico é exclusivamente clínico, através da conversa detalhada e do exame físico. Não existe exame de sangue ou de imagem que confirmem a patologia, eles serão úteis para descartar outras doenças, quando se tem dúvida no dignóstico.

Esta síndrome não é progressiva ou incapacitante e o tratamento minimiza os sintomas. Para a melhora significativa, a reabilitação física, medicamentos e controle de causas emocionais configuram o atendimento ideal nesses casos. A médica descreve que a sua atuação será no pilar medicamentoso e nos outros pilares entram uma equipe multidisciplinar, que envolve fisioterapeuta, psicólogo, educador físico e, em alguns casos, assistente social.

“O tratamento medicamentoso sozinho não resolve o problema. O paciente tem que se tornar ativo, por isso a atividade física é essencial. Além disso, ele deve estar bem emocionalmente. O estresse emocional, de qualquer origem, além de desencadear a doença, atrapalha o tratamento.”, reforça Marina.

A síndrome atinge cerca de oito vezes mais mulheres que homens. Não se sabe ao certo o porquê, mas algumas teorias tentam justificar este dado pelas diferenças hormonais, principalmente o estrogênio. A resposta ao tratamento é individualizada e dependerá da adesão às outras frentes de atendimento.

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