Saúde promove vacinação contra raiva até dia 29

Cuidado com os animais, preocupação com a família e com outras pessoas são motivos para levar o animal de estimação para vacinar contra a raiva. José Pereira dos Reis, morador do bairro Santa Mônica, setor Norte, levou Billi, companheiro há cinco anos. “É importante levar o cachorro para vacinar e evitar problemas no caso de ele morder alguém. Não é pensar só na gente, mas nos outros também. Vai que morde? A gente não está judiando, está zelando deles e dos outros”, explica.

A Secretaria Municipal de Saúde deu inicio à etapa urbana da campanha contra raiva no sábado (22) e vai até 29 de agosto em mais de 50 pontos fixos e itinerantes de vacinação distribuídos em todos os setores da cidade (Norte, Oeste, Leste, Centro e Sul). A rede municipal de saúde pode imunizar 60 mil cães e gatos nesta etapa. A meta é alcançar 80% deste número, o que equivale a 48 mil animais. O horário de atendimento para vacinação será de segunda a sábado, das 8h às 16h.

Cássia Soares, também do bairro Santa Mônica, aproveitou a oportunidade e não só levou a cadelinha da família, como levou um cachorro da vizinhança para vacinar. “A minha cadelinha eu sempre dou todas as vacinas, mesmo as que têm que pagar no veterinário. Aproveitei e trouxe um cachorro da vizinhança pra ele não ficar sem, porque os donos não levam, sou eu que cuido mais dele e tem que vacinar pra não ficar doente”, conta. Já Michele dos Santos, dona de casa, levou os dois cachorros para vacinar devido à relação muito próxima com a família. Ela explica que como tem duas crianças em casa e elas estão sempre juntas dos animais, é preciso cuidar da saúde deles também. “Os bichinhos são da família, têm sentimentos também, não pode deixar ficar doente”, fala.

Para tomar a vacina contra raiva, os cães e gatos devem ter mais de três meses de vida, exceto em período de gestação e lactação. Para estes casos o dono do animal precisa procurar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para aplicação da dose após o desmame dos filhotes. Uberlândia não registra casos de raiva em animais e em humanos há 26 anos, mas a doença ainda não foi erradicada no país. Dados parciais até maio de 2015 do Ministério da Saúde apontam 48 casos de raiva em cães e gatos e um caso de raiva humana no Brasil.

Nesta etapa urbana o CCZ orienta a utilização de focinheiras, coleiras e guias para cães agressivos. Os gatos devem estar envolvidos em sacolas de pano ou materiais adequados para proteção do dono do animal e dos vacinadores.

Prevenção

Para evitar contaminação, é preciso vacinar os animais anualmente, não se aproximar de cães e gatos sem donos, principalmente quando estiverem se alimentando ou dormindo, e nunca tocar em morcegos ou outros animais silvestres diretamente, pois trata-se de uma doença infecciosa que acomete o sistema nervoso do animal e não tem cura. A transmissão da raiva se dá pelo vírus da doença contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordida ou arranhado. Em caso de um desses acidentes, deve-se lavar o ferimento imediata e abundantemente com água e sabão e procurar a assistência médica o mais rápido possível após a agressão. O médico ou enfermeiro vai indicar o esquema de profilaxia mais adequado.

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