Prefeitura abre novas frentes no combate ao Aedes aegypti

Para enfrentar o avanço da dengue e de outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, a Prefeitura de Uberlândia quer envolver vários setores da sociedade numa grande mobilização. Entidades e órgãos como o Corpo de Bombeiros, Exército, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Conselho Municipal de Saúde, Secovi-Med, Secovi, Faculdade de Medicina da UFU, entre outros, foram convidados a participar nesta terça-feira (15) da apresentação das ações realizadas pelo município no combate ao Aedes Aegypti. Além de destacar o planejamento de enfrentamento às doenças relacionadas ao mosquito, representantes da Prefeitura explicaram sobre a rede de cuidados e repassou orientações sobre as atenções que gestantes devem ter frente ao risco do zika vírus.

A intenção é que tanto o setor público quanto o privado façam parte do Comitê Intersetorial Municipal de Combate ao Aedes Aegypti para propor e organizar novas ações de mobilização. Organização, aliás, é a palavra de ordem no combate das doenças, segundo o secretário de saúde, Dario Passos. “Temos que nos organizar junto aos segmentos sociais, associações, sindicatos, instituições de ensino e outros setores no combate à dengue. Uberlândia não consegue sozinha. O Governo Federal e o Estado estão com a gente, mas as pessoas também são importantes”, disse.

O prefeito Gilmar Machado chamou as entidades presentes a incentivarem a população e seus participantes a agir antes que os criadouros sejam formados. “A prefeitura está atuando articulada com as secretarias de forma antecipada para evitarmos problemas nos piores meses, que são março, abril e maio. Não podemos esperar esses meses para começar a trabalhar, temos que iniciar as ações antes”, disse o prefeito.

Cuidados com as gestantes

Em novembro, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus Zika e o surto de microcefalia na região Nordeste, devido ao resultado de exames realizados em um bebê, nascido no Ceará, com microcefalia e outras malformações congênitas. Em amostras de líquido amniótico, foi identificada a presença do vírus Zika. A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico menor que 32 centímetros e pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como substâncias químicas e agentes biológicos, como bactérias, vírus e radiação.

Em Uberlândia, um caso foi notificado e está sendo investigado. A diretora de redes da Secretaria Municipal de Saúde, Analice Neres, confirma que a situação de Uberlândia ainda é tranquila em relação a esse vírus, mas a população precisa estar alerta para o controle de focos do Aedes e as grávidas devem manter um cuidado especial. “As gestantes devem realizar o pré-natal de forma adequada e se protegerem das picadas de insetos, usando roupas mais longas e repelentes indicados pelo médico. Ao sinal de qualquer sintoma diferente, procurar o médico o mais rápido possível”, explica.

Ações em andamento

O último levantamento em Uberlândia apontou que mais de 97% dos criadouros estão dentro dos domicílios. Por essa razão, a Prefeitura busca mobilizar a população a fazer parte do movimento de prevenção e controle do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Segundo o diretor de Vigilância em Saúde, Samuel do Carmo Lima, o modelo no qual o Agente de Controle de Zoonoses limpa as casas não funciona mais devido a adaptação do mosquito. “O Aedes fica mais forte, então as nossas ações também têm que ficar mais fortes”, disse.

A Prefeitura Municipal de Uberlândia mantém ações de combate à dengue todos os dias, em várias frentes de mobilização e capacitação para um funcionamento mais efetivo. Além das mais de 658 mil visitas domiciliares e mais de 239 mil pneus recolhidos, 100 agentes de controle de zoonose foram contratados. Cursos de capacitação das Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) foram realizados para estabelecer Redes Territoriais Locais e Mobilização Social para controle do Aedes aegypti e aproximar os Agentes de Controle de Zoonoses, os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Saúde Escolar em cada território das unidades da atenção básica.

Outro trabalho é o uso dos predadores naturais quando o depósito de água não pode receber o larvicida. O peixe lebiste é o mais conhecido, mas a Prefeitura de Uberlândia já utiliza o platy, outro peixe mais voraz e mais viável no controle das larvas. Ao todo, mais de 700 ações de controle biológico com peixes.

Secom

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