Operação investiga desvio de dinheiro público em empresa de água e esgoto de Uberlândia

A equipe do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), cumpre, na manhã desta segunda-feira (19), três mandados de prisão temporária e outros três de busca em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. As ações fazem parte da operação “Poseidon” que investigam desvio de recursos públicos no Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae).

Entre os presos estão um ex-servidor do Dmae, o presidente da Araguaia Engenharia na época aos fatos, e um engenheiro. A reportagem procurou a autarquia que informou que por enquanto não irá se posicionar. O mesmo foi dito pela empresa de engenharia.

O MPMG investiga contratos celebrados entre o Dmae e a construtora. A investigação partiu de uma denúncia feita pelo vereador Thiago Fernandes, do (PRB), de um vazamento em uma estação de água no centro.

Segundo as informações divulgadas pela Promotoria de Justiça, os contratos foram firmados entre 2009 e 2010, sendo apurada a diferença aproximada de R$ 12 milhões entre os valores pagos pelo Dmae e os serviços efetivamente prestados pela Araguaia Engenharia.

Entenda

Um vazamento de água no reservatório do Departamento de Água e Esgoto (Dmae), no centro de Uberlândia, foi constatado em outubro do ano passado durante uma fiscalização liderada pelo Gaeco junto à Polícia Militar e o Procon Estadual. Pela análise inicial, em média, estavam sendo jogados fora cerca de 160 mil litros de água diariamente.

O Diretoria Adjunta do Dmae confirmou que autarquia tinha conhecimento do vazamento desde março. O Dmae tentava resolver a questão de forma emergencial, embora, para o órgão, o vazamento estivesse dentro de limites considerados aceitáveis. Segundo a assessoria do Dmae, após a denúncia, o problema do vazamento foi solucionado.

A partir da representação feita pelo vereador, o Ministério Público começou a investigar os contratos firmados entre Dmae e a Araguaia Engenharia, responsável pela obra. O inquérito apontava eventuais fraudes na obtenção de contratos em obras, falhas na execução e desvio de recursos públicos.

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