No Dia Mundial do Câncer, oncologista faz alerta sobre a prevenção

Neste sábado (4) é comemorado o Dia Mundial do Câncer e, no domingo (5), o Dia Nacional da Mamografia. Os oncologistas têm motivos de sobra para alertar a população sobre a doença, que mata 8,3 milhões de pessoas por ano no mundo. O objetivo dessas datas é amenizar os índices e a mortalidade do câncer. Estima-se que até 2030, 21,7 milhões de pessoas terão algum tipo de câncer e 13 milhões morrerão em decorrência da doença.

A maior incidência do câncer de mama se dá dos 45 aos 65 anos, embora com aumento particularmente entre pacientes jovens, abaixo de 40 anos. Os tipos de câncer mais incidentes no mundo são pulmão (1,8 milhão), mama (1,7 milhão), intestino (1,4 milhão) e próstata (1,1 milhão). Nos homens, os mais frequentes são pulmão (16,7%), próstata (15,0%), intestino (10,0%), estômago (8,5%) e fígado (7,5%). Em mulheres, as maiores frequências encontradas são mama (25,2%), intestino (9,2%), pulmão (8,7%), colo do útero (7,9%) e estômago (4,8%).

Atualmente, o câncer é responsável por uma em cada sete mulheres mortas no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares em causa de mortes. Por esse motivo a mamografia é de extrema importância. A Comissão Conjunta de Imaginologia Mamária do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomenda o rastreamento do câncer de mama com mamografia para as mulheres a partir de 40 anos (exame de rastreamento), assim como para todas as faixas etárias na presença de sintomas (exame diagnóstico).

No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados.

Segundo a mastologista do COT, Bianca Candeloro de Faria, a mamografia ainda é o melhor exame para detecção precoce do câncer de mama, resultando em comprovada redução na mortalidade pela doença. Na grande maioria dos casos, quanto mais inicial for o tumor, maior a chance de cura.

A doutora Bianca ainda reforçou que no caso de mamas densas pode ser necessário associar outros exames, como a ultrassonografia, a ressonância magnética e as punções percutâneas. “Toda mulher deve conhecer suas mamas e fazer os exames de rotina. Isso permite que ela perceba mais precocemente eventuais alterações existentes e possa esclarecê-las com o mastologista, que investigará se necessário”, disse a médica.

Alguns hábitos como fumar, alimentar-se inadequadamente, fazer ingestão abusiva de álcool e o sedentarismo podem prejudicar o funcionamento do organismo e aumentar as chances de doenças como o câncer. Para alertar as mulheres, a mastologista do COT, Bianca Candeloro de Faria listou algumas dicas que podem contribuir com a prevenção da doença:

Evite a obesidade, mantendo uma dieta equilibrada, com baixa ingesta de gorduras e álcool, aliada à prática de exercícios regulares;

Conheça suas mamas e faça seus exames de prevenção periodicamente;

Mulheres com história familiar de câncer de mama devem iniciar acompanhamento com mastologista mais cedo, a partir dos 30 anos ou antes , dependendo da idade de ocorrência do câncer da parente

Toda mulher com 40 anos ou mais deve procurar um especialista para ter suas mamas examinadas por um profissional de saúde anualmente;

Toda mulher deve fazer mamografia anual a partir dos 40 anos, segundo recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia.

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