Mulher de Juan inova dentro e fora do palco

Primeiro espetáculo em Uberlândia com financiamento coletivo é, também,  primeira produção brasileira da boliviana Claudia Eid Asbun

Empreender é uma palavra que cabe a poucas pessoas. Não por falta de coragem, disposição ou talento. Mas pela oportunidade de recursos. Situação que se agrava quando se trata de Brasil, onde impostos e taxas inviabilizam muitos projetos e que atravessa uma das mais severas crises políticas e econômicas da história. Nesse espectro, a produção artística entra numa lista de prioridades de investimento pouco beneficiada.

É nesse cenário que surgem novas propostas de financiamento de boas ideias e bons trabalhos. Uma delas é o financiamento coletivo desses projetos culturais, no qual pessoas comuns podem contribuir financeiramente para estas obras por vontade ou afinidade.  A atriz Maria de Maria é pioneira no assunto em Uberlândia. No início de agosto faz a pré-estreia do monólogo Mulher de Juan, totalmente patrocinado por iniciativa do próprio público. “Sou a primeira atriz em Uberlândia que surge com uma proposta como essa para a criação de um espetáculo.”

Neste projeto Maria utiliza a plataforma Catarse, na qual dá opções de contribuição com diferentes valores e mimos como ímãs de geladeira, um jantar para dois, um bom vinho durante a apresentação ou até um pocket show na casa do anfitrião, na ocasião de um evento.

Para contribuir basta acessar a plataforma https://www.catarse.me/mulher_de_juan. A campanha segue até o próximo dia 18 de agosto e todas as informações sobre os valores arrecadados e expectativas de arrecadação ficam totalmente disponíveis aos usuários da plataforma.

Mulher de Juan

Projeto Mulher de Juan ProdutoresA peça conta a história, de uma mulher de um grande artista em meio a um surto de criação de sua primeira obra de arte e muito provavelmente a última. As inseguranças, as incertezas, as necessidades de reconhecimento, de identidade, de liberdade. A opressão explodida em obra de arte. O ambiente reflete os temas apontados no texto, tais como o se tornar artista, o ser mulher e artista, as estruturas sociais patriarcais, a construção do conceito estético por uma suposta crítica, o amor imensurável de uma mulher e a impossibilidade desse amor, a admiração do discípulo pelo mestre, as relações de poder, hierarquias e opressões.

A dramaturgia é escrita pela boliviana Claudia Eid Asbun, grande nome da literatura Latino Americana contemporânea e será estreado pela primeira vez com uma produção Brasileira. A direção é de Adriana Capparelli e Laura Millya e seu violoncelo fazem a trilha do espetáculo ao vivo.

O projeto foi idealizado por Maria De Maria, atriz, licenciada e Mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Uberlândia/UFU e doutoranda em Artes pela UNESP/SP.

fotos: Daniel Cavalcanti

Aproveite!
Datas: 05 e 06/08
Horário: 20h
Local: Escola Livre do Grupontapé de Teatro
Endereço: Rua Tupaciguara, 471 – Bairro Aparecida.
Entrada pela Floriano Peixoto, próximo ao número 1701.
Informações: (34) 3213-1325

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