Militares recebem treinamento para combater o Aedes

O Aedes aegypti em 2015 provocou cerca de 20 mil casos de dengue em Uberlândia. Este ano, a missão é evitar que a situação se repita. No 36° Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz) de Uberlândia, a batalha já começou. “Ano passado tivemos casos de dengue aqui no quartel e se um fica doente é mais fácil para os outros adoecerem também. Então precisamos cuidar”, explica o primeiro tenente Rafael dos Santos Modesto. Ele e mais 160 oficiais, subtenentes e sargentos participaram nesta quarta-feira (20) de uma capacitação com a Prefeitura de Uberlândia para verificarem e eliminarem focos do Aedes no batalhão e nas próprias casas.

A mensagem passada aos militares é que cada um pode ajudar a cuidar do aquartelamento, das suas casas e dos colegas de trabalho. Segundo o primeiro tenente, os oficiais, subtenentes e sargentos são os difusores de tudo que acontece no local e estão à frente das instruções que são passadas dentro do quartel. “São eles que vão conscientizar o restante do efetivo e difundir a mensagem contra o mosquito”, disse. Assim que as instruções forem repassadas a todos os cabos e soldados, serão 840 militares capacitados ao todo.

 

Militares nas ruas

 

De acordo com o tenente-coronel Alexandre de Castro Matias, comandante do 36º BIMtz, este trabalho de capacitação interno é um incentivo para que cada militar da unidade seja um multiplicador na luta para eliminar os criadouros do Aedes aegypti. “Para o nosso apoio nas ruas, nas visitas domiciliares, precisamos seguir protocolos do Ministério da Defesa. A Secretaria Municipal de Saúde já fez a solicitação e estamos aguardando a autorização”, explica.

O diretor de Vigilância em Saúde, Samuel do Carmo Lima, disse que a Prefeitura de Uberlândia buscou o apoio do Exército e de outras instituições com o intuito de trabalhar a prevenção de forma mais efetiva no município. “Ainda estamos aguardando definição de Brasília para começarmos as operações nas ruas. O Exército vai somar forças para juntos, eliminarmos os criadouros do mosquito e evitar uma epidemia em 2016”, disse.

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