Hackers realizam ataque contra a rede mundial de computadores; o Brasil também é alvo

Um mega-ciberataque derrubou sistemas de comunicação de empresas e serviços públicos em diferentes países durante a manhã desta sexta-feira (12).

O Brasil não escapou e também está sofrendo com a ação dos hackers. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo foi alvo de ataques, e a equipe de tecnologia recomendou que os funcionários do órgão desligassem seus computadores. Por volta das 14h45, o site do tribunal estava fora do ar.

Funcionários do Banco Santander e da Vivo também relataram problemas nas redes internas. As assessorias de imprensa do Santander e da Telefônica, dona da Vivo, negaram que as empresas foram afetadas.

Em todo o Mundo

Na Espanha, ataques atingiram um “número elevado” de empresas. A rede interna da Telefônica foi hackeada, e funcionários foram orientados a desligar seus computadores. Relatos de funcionários indicam que também foram afetados os sistemas da seguradora espanhola Mapfre e do banco BBVA.

Nas telas, apareciam mensagens pedindo o pagamento de um resgate em bitcoins equivalente a US$ 300 (R$ 940) para reativar o sistema –o valor deveria subir com o passar do tempo.

No Reino Unido, ao menos 16 hospitais públicos enfrentaram problemas após um ataque análogo contra seus sistemas de tecnologia. O bloqueio de computadores impediu o acesso a prontuários e provocou o redirecionamento de ambulâncias.

Há também relatos de problemas em computadores em Rússia, Japão, Turquia, Filipinas, Alemanha, entre outros.

Informações preliminares da imprensa espanhola indicam que os ciberataques têm origem na China.

Costin Raiu, diretor da empresa russa de cibersegurança Kasperky, disse nas redes sociais que foram registrados mais de 45 mil ataques em 74 países e que o número “está crescendo rapidamente”.

O ataque é resultado de um vírus “ransomware”, que exige um resgate para desbloquear o acesso a arquivos e o retorno do funcionamento do sistema operacional, e se espalhou por meio de uma falha do Windows.

A Microsoft reportou a falha de segurança em março e recomendou a atualização de versões em diversos sistemas operacionais.

De acordo com o jornal “New York Times”, a falha ficou conhecida após o vazamento de ferramentas sigilosas usadas pela NSA (Agência de Segurança Nacional), pelo grupo hacker “Shadow Brokers”.

O site NoMoreRansom, que combate esse tipo de vírus, desaconselha o pagamento de resgate, pois o retorno do funcionamento do computador não é garantido.

Fonte: Folha de S. Paulo

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