Ex-prefeito de Uberlândia Gilmar Machado sai da prisão

O ex-prefeito de Uberlândia Gilmar Machado (PT), preso na última quinta-feira (20) na operação “Kms de Vantagem”, teve alvará de soltura expedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais nesta terça-feira (25). Ele é investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Minas Gerais, por supostas irregularidades nos contratos da Prefeitura de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, com uma empresa de transporte escolar, sediada em Goiás. Gilmar é candidato a deputado federal pelo PT.

De acordo com nota enviada pela assessoria de imprensa do ex-prefeito, Gilmar “lamenta que um procedimento antigo e parado há anos tenha gerado medidas na véspera do pleito eleitoral, o que pode indicar tentativa de influir na soberania popular, em razão de sua posição no topo das pesquisas”. A nota diz ainda que o político “possui endereço fixo, profissão lícita e sempre esteve a disposição para prestar quaisquer esclarecimentos”.

A operação “Kms de Vantagem” expediu, na quinta-feira, 30 mandados de prisão temporária e preventiva.

De acordo com as investigações, o então prefeito e a Secretaria de Educação foram formalmente alertados pela CPI instalada na Câmara Municipal sobre inúmeras ilegalidades praticadas no oferecimento do serviço de transporte. Mesmo assim, foi determinado que fossem feitos os pagamentos à empresa contratada para o transporte escolar.

Veja a nota enviada pela assessoria de imprensa de Gilmar Machado:

Mais uma vez, a Justiça prevaleceu.
No início da noite desta terça-feira (25), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais devolveu a liberdade ao candidato a Deputado Federal Gilmar Machado.
Gilmar sempre esteve tranquilo de sua inocência, razão pela qual não havia elementos que justificassem essa prisão injusta.
Em 2014, o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais avaliou a licitação investigada e não identificou elemento que justificasse sua anulação. O procedimento envolve a Secretaria Municipal de Educação, sendo que Gilmar nem mesmo foi citado na época.
Além disso, o candidato deixou a Prefeitura há quase dois anos, possui endereço fixo, profissão lícita e sempre esteve a disposição para prestar quaisquer esclarecimentos.
Gilmar lamenta que um procedimento antigo e parado há anos tenha gerado medidas na véspera do pleito eleitoral, o que pode indicar tentativa de influir na soberania popular, em razão de sua posição no topo das pesquisas.
Mas Gilmar tem confiança que o povo de Uberlândia e região é sábio, conhece a sua história e sabe as reais intenções por trás desta perseguição política.
É por acreditar nisso que Gilmar continuará dedicando sua vida, agora mais do que nunca, pela Justiça, contra a descriminação racial, pela liberdade e respeito às diferenças, por um Brasil melhor. Não vamos permitir que o ódio vença a esperança e o medo cale a democracia!”

Share on Facebook0Tweet about this on Twitter0Share on Google+0Share on LinkedIn0Print this page