Dólar recua pelo terceiro dia e bate mínima de R$ 3,82

A expectativa é que a autoridade sinalize o início do ciclo de aumento dos juros naquele país apenas em 2016, o que retardaria a fuga de recursos dos emergentes, aliviando a pressão sobre o dólar

A melhora no ambiente externo, com o corte de juros chineses na semana passada e a sinalização de novos estímulos na Europa, traz alívio ao mercado de câmbio nesta segunda-feira (26) e derruba o dólar pela terceira sessão consecutiva.

Às 13h30 (de Brasília), o dólar à vista, referência no mercado financeiro, tinha desvalorização de 0,44%, para R$ 3,885 na venda. Na mínima, atingiu R$ 3,824. Já o dólar comercial, utilizado no comércio exterior, recuava 0,17%, também para R$ 3,885. A moeda chegou a bater R$ 3,827 mais cedo.

Entre as 24 principais moedas emergentes do mundo, o dólar caía sobre 17 -o real era a quinta divisa que mais ganhava força, atrás apenas da lira turca, do florin húngaro, do dólar tailandês e do won sul-coreano. O movimento também era visto entre as dez moedas mais importantes do globo, que subiam sobre o dólar, com exceção do franco suíço.

Além do alívio vindo da China e da Europa, os investidores seguem atentos no exterior à reunião de política monetária do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), na quarta-feira (28).

A expectativa é que a autoridade sinalize o início do ciclo de aumento dos juros naquele país apenas em 2016, o que retardaria a fuga de recursos dos emergentes, aliviando a pressão sobre o dólar.

O clima ameno no câmbio também ajudava a reduzir as taxas dos contratos de juros futuros negociados na BM&FBovespa nesta sessão. O DI para janeiro de 2016 caía de 14,263% para 14,231% às 13h30, enquanto o DI para janeiro de 2021 apontava taxa de 15,880%, ante 15,960% na sessão anterior.

A DPF (Dívida Pública Federal) atingiu em setembro R$ 2,734 trilhões, alta de 1,8% ante agosto, segundo o Tesouro Nacional. Os investidores seguem atentos ao quadro fiscal brasileiro, especialmente por causa da expectativa de que o deficit primário pode chegar a R$ 70 bilhões em 2015.

AÇÕES

No mercado de ações, o principal índice da BM&FBovespa acompanhava a baixa das Bolsas americanas e operava no vermelho, às 13h30. O Ibovespa perdia 0,50%, para 47.357 pontos. O volume financeiro girava em torno de R$ 1,5 bilhão.

No exterior, as Bolsas de Nova York rondavam a estabilidade, com leves desvalorizações de 0,1%. Na Europa, os mercados acionários tinham sinais opostos: na França e na Alemanha subiam 0,1%, enquanto nos demais países mostravam recuos em torno de 0,3%.

A baixa das ações preferenciais da Vale, mais negociadas e sem direito a voto, empurravam o Ibovespa para baixo. Esses papéis cediam 3,40%, para R$ 14,47 cada um. Já os ordinários, com direito a voto, tinham desvalorização de 3,49%, a R$ 17,95.

Também no vermelho, os bancos ajudavam a sustentar a perda do Ibovespa. Este é o setor com maior peso dentro do índice. O Itaú Unibanco mostrava recuo de 1,21%, enquanto o Bradesco caía 1,57%. Na contramão, o Banco do Brasil subia 1%.

Folha Press

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