Cuidado: Suas mentiras podem ser as do seu filho – Leonardo Veloso

A mentira é algo que aprendemos desde cedo inclusive incentivadas pelos pais quando fazem “mentirinhas inocentes”, tais como: “A loja de doce (Padaria) não está aberta”, “A internet estragou”, “Menino que não come não cresce”, entre outras.

Os nossos filhos aprendem aquilo que vivenciam e essas mentirinhas são absorvidas quase que instantaneamente por eles. Não duvide disso. É sempre melhor respeitarmos eles (importante valor que já podemos começar a passar) e contarmos a verdade por pior que possa parecer.

mentiraAcreditamos que estamos poupando eles de algum possível sofrimento, mas na verdade estamos poupando a nós mesmos de ter que lidar com o sofrimento deles. E assim nem nós, nem eles aprendem com a emoção.

E as mentiras que inventamos para nós?

Além das mentiras corriqueiras temos aquelas que inventamos para nós mesmos, em muitos casos até de forma inconsciente. Queremos ser sempre seguros e autoconfiantes, mas criamos situações em que nos sentimos inseguros (por exemplo, quando temos ciúmes ou inveja).

Cada um de nós possui vários medos ou crenças que nos impedem de fazer algo que seja importante, ou mesmo que utilizamos como desculpas para fugir de alguma dor. A tendência do ser humano é fugir da dor, muito mais do que procurar o prazer. Essa frase pode parecer absurda, mas pense nela de forma cuidadosa.

Fugindo da dor

mentira 2Quais ações no dia a dia que você realiza e realmente são direcionadas para o prazer e não para fugir da dor? Por exemplo: “Trabalho num emprego que não gosto, mas preciso do dinheiro” (fuga da dor de não ter dinheiro) ou mesmo “Estou com uma pessoa que não sinto amor, mas me faz companhia” (fuga da dor de estar sozinho, carência), e assim por diante.

Vejam que em ambos os casos se procurássemos o prazer trabalharíamos em algo que gostaríamos e o dinheiro seria conseqüência (como é para as pessoas de sucesso) ou mesmo iria suprir essa carência com amor próprio, trabalhar a minha autoestima para não criar uma expectativa em relação a outra pessoa.

O que faremos?

A questão é identificarmos essas dores, essas mentiras que contamos para nós mesmos porque se não soubermos iremos transferir esses medos para os nossos filhos.

Todos nós herdamos esses medos e devemos trabalhar com eles para melhoria da nossa vida e daqueles que amamos,  de forma rápida e prática e assim podemos ressignificar os medos em nossa mente.

Leonardo Veloso

Coach , KidCoach, Advanced PNL

Autor do Blog: www.depaiprapais.com.br

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