Conheça João Mar, boa novidade da MPB – Por Rafael Cândido (Com áudio)

Artista tem influências das grandes bandas dos anos 90 e pode trazer mais qualidade à nova safra

O curitibano João Mar está lançando neste ano o primeiro disco da carreira, o álbum “No Cantinho Aqui de Casa – O Disco”, com um repertório totalmente autoral. Confira abaixo o Bate Papo com o artista.

(GAZETA) Quem é João Mar?

(JM) Tenho 29 anos, sou canceriano, cantor e compositor. Apaixonado pelas coisas lindas da vida, faço questão de trazer esse sentimento para minha arte, que vai muito além da música. Escrevo, canto, fotografo, toco, cozinho e sou designer. Vegano, acredito que todo dia é um dia especial, feito para viver da melhor maneira e estar em constante evolução e equilíbrio. Me mudei de Curitiba para o Rio de Janeiro levando muita dedicação e trabalho para realizar um sonho: dar vida ao meu primeiro disco solo.

(GAZETA) Como começou a paixão pela música?

(JM) Minha paixão pela música começou com meus pais. Cresci ouvindo Marisa Monte, Caetano Veloso, Novos Baianos, Paralamas do Sucesso, Titãs, Cassia Eller, Bob Marley, Cazuza e entre outros. Desde pequeno, frequentei eventos culturais que envolviam música e teatro, e então meu amor pelo entretenimento nunca morreu. Participei de corais, onde tive meu primeiro contato com o palco e público ainda muito novo, e sinto que esta experiência refinou meus ouvidos ainda mais para a música.

(GAZETA) Quais as suas inspirações musicais?

(JM) A minha maior inspiração é a banda Titãs. Tive a oportunidade de conhecê-los quando criança passando dois dias com eles e a partir deste momento, sempre soube o que queria fazer. Também vi meus primos e amigos mais velhos do bairro ganhando violões e foi quando desejei ter meu primeiro violão Folk. Meus primeiros ensinamentos foram com o Maestro Waltel Branco, compositor da famosa música da Pantera Cor de Rosa e foi ele que me ensinou as primeiras notas.

(GAZETA) Você se considera o “novo” Tiago Iorc?

(JM) Há 10 anos conheci o Tiago quando tocávamos em bandas noturnas curitibanas. Como conheço o trabalho dele desde muito cedo o admiro muito e acredito que ele é um grande artista.  Temos propostas distintas do sertanejo e funk de hoje que “dominam” o cenário musical. Não me considero e nem me comparo a ele, acredito que temos trabalhos singulares apesar dos estilos musicais se encontrarem.

(GAZETA) Com quem você gostaria de gravar?

(JM) São tantos artistas que admiro e seria feliz dividindo o palco, que é injusto citar só um, mas a primeira pessoa que vem à minha mente é Marisa Monte.

(GAZETA) Você está prestes a lançar o primeiro álbum. O que os fãs podem esperar deste disco?

(JM)  Podem esperar muita musicalidade, que junto com sensibilidade, amor e dedicação resultaram num trabalho sincero desde a primeira nota até o último suspiro gravado.

(GAZETA) Porque o nome “No Cantinho Aqui de Casa – O Disco”?

(JM) “No Cantinho Aqui de Casa” foi literalmente onde tudo começou. Quando me mudei para o Rio de Janeiro, já tinha a intenção de compor este disco e foi na sala de minha casa em Laranjeiras (bairro do RJ) que dei vida à antigas canções e compus a maior parte do disco. O nome não poderia ser outro e não deixa de ser uma homenagem a este lar, que apesar do barulho, me permitiu criar este trabalho.

(GAZETA) Como surgiram as canções “Acorda Vai” e “Enquanto Isso”?

(JM) “Enquanto Isso” foi a primeira composição feita no cantinho aqui de casa. Inclusive o áudio da composição original será “bônus track” para quem adquirir o CD físico. Ela aconteceu num momento real onde eu e minha esposa estávamos na sala tomando café pra variar, e entre conversas e fotografias, a música nasceu. “Acorda Vai”, assim como todas as outras composições, surgiu de um momento, onde através da música quis contar a história de uma tarde agradável. O curioso é ouvir das pessoas diversas interpretações para com a letra. Isso me deixa muito feliz, pois sei que estou atingindo algum lugar no coração das pessoas.

(GAZETA) De onde vem as suas composições?

(JM) Da vida e da minha maneira de olhar o mundo. Normalmente passo um café, pego meu violão, ligo o gravador e saio cantarolando por aí. Tudo que vira música é pura essência do momento, ou do que estou sentindo ou inspirado na história de alguém.

(GAZETA) Quando os fãs vão poder assistir seu show?

(JM) Assim como o disco, o show que está sendo preparado tem todo meu carinho. Estamos desenvolvendo um conceito inédito de espetáculo e estou ansioso e empolgado para apresentar. De qualquer maneira, haverá eventos de lançamento do disco em algumas cidades do Brasil. Assim que as datas forem confirmadas, todas as informações estarão em minhas redes sociais. Espero poder contar em breve!

Ouca o áudio de “Acorda, vai”, de Joao Mar

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