Comemoração Municipal da Semana da Pessoa com Deficiência recebe o consultor Marcelo Prado

“Limitações físicas não são obstáculos para as pessoas serem felizes”. Esta foi a mensagem deixada na tarde de hoje pelo empresário e consultor Marcelo Prado, durante a palestra “Meu Jeito de Ver”, realizada no auditório Cícero Diniz, no Centro Administrativo da Prefeitura de Uberlândia. A palestra é uma das atividades em comemoração à Semana Nacional da Pessoa com Deficiência. O evento também contou com apresentações musicais da banda Ab´surdos e de dança dos bailarinos do projeto Dançando com a Vida.

As ações são promovidas pela Superintendência da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Urbana, ligada à Secretaria Municipal de Governo, com a participação do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (Compod). “Numa Cidade Educadora precisamos possibilitar que todas as pessoas desenvolvam seus potenciais. Por meio da educação todos podemos aprender independente da condição que estejamos”, disse o prefeito Gilmar Machado.

Em 21 de setembro é comemorado no Brasil o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A data foi instituída em 2005, por meio da Lei n° 11.133, e escolhida pela proximidade do início da Primavera e o Dia da Árvore, representando o nascimento das reivindicações de cidadania e igualdade de condições.

Segundo a superintendente da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Urbana, Claudia Coutinho, as comemorações servem como um momento de reflexão, na busca de novos caminhos e uma forma de divulgar as lutas por inclusão social, permitindo uma maior conscientização da população na garantia de direitos da pessoa com deficiência.

Sobre a palestra

Na palestra “Meu Jeito de Ver”, Marcelo Prado, portador de retinose pigmentar desde os oito anos de idade mostrou que as limitações físicas não servem de obstáculos para as pessoas serem felizes. “Mesmo com algum tipo de limitação o ser humano pode chegar lá na frente e ser um vencedor. Sou uma pessoa totalmente feliz e privilegiada. Quando tinha oito anos tive uma doença progressiva e até os 30 anos tinha 30% de visão. Aos 35 anos fiz uma cirurgia no exterior onde fiquei só com 1% de visão”, explica o empresário e consultor, que tem também em seu currículo a experiência profissional como Secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, em 2002, mestrado em Gestão Empresarial e formação em Agronomia.

Luciano Bezerra Dantas é portador de nanismo, doença que provoca retardamento nos ossos, e também garante que suas limitações físicas não o impedem de conquistar seus objetivos. “Esta doença não me impede de participar das competições e trazer medalhas como a de bronze que conquistei durante os Jogos Parapanamericanos realizado este ano em Toronto, cidade do Canadá”, disse.

O Projeto Dançando com a Vida, coordenado pelo dançarino, Fábio Vladimir, fez o público aplaudir de pé a apresentação do casal Flávia e Heverton Rodrigues Fernandes. Portador de deficiência visual o jovem conduziu a parceira de um lado a outro do auditório sentada numa cadeira de roda ao som da música do filme “Guarda Costa”, interpretada pela cantora Whitney Houston.  “Não existe necessidade de enxergamos para dançar. O essencial é sentir a vibração da música”, justifica o estudante de estatística da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), professor de dança de salão e coreógrafo.

Criada pela musicista, Sarita Araújo, a banda Ab´surdos formada por músicos surdos e ouvintes do Conservatório Estadual Cora Pavan Caparelli tocou o hino nacional brasileiro e duas músicas do repertório do grupo.

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