Caixa aumenta para R$ 1,5 milhão valor para comprar imóvel com FGTS

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que o governo vai aumentar para R$ 1,5 milhão o teto do valor do imóvel que poderá ser financiado com os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O novo limite já foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta quinta-feira (16) e vai vigorar até dezembro deste ano.

Segundo estimativas do governo, o impacto nas contas do FGTS será de R$ 600 milhões. A medida atende pleito do setor da construção civil e ajudará a desovar estoques de unidades com valores mais elevados.

O novo teto será aplicado nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio e Distrito Federal nos financiamentos enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que tem juros limitados a 12% ao ano. O limite anterior estava em R$ 950 mil.

“A classe média vai ser extremamente beneficiada (pela medida)”, disse Meirelles em entrevista à emissora de televisão GloboNews .

Estímulo à economia

Esta foi a segunda medida anunciada pelo governo nesta semana com o objetivo de estimular a economia. Na terça-feira (14), o governo divulgou o calendário para saques de contas inativas do FGTS, uma medida que pode injetar cerca de R$ 35 bilhões na economia.

Tem direito aos saques os trabalhadores que foram demitidos por justa causa ou pediram demissão até dia 31 de dezembro de 2015. Os saques podem ser feitos a partir do dia 10 de março, dependendo da data de nascimento, até o dia 31 de julho.

Estrangeiros

O ministro informou ainda que a venda de terras para estrangeiros será liberada “nos próximos 30 dias”. O objetivo da medida, segundo ele, é dar impulso ao agronegócio, “uma das áreas que está dando certo” no País. Ele, no entanto, não informou que tipo de mecanismo será utilizado para liberar o acesso de investidores de fora do Brasil ao mercado de propriedades rurais.

Sobre a retomada da economia, Meirelles disse acreditar que a atividade vai chegar ao fim deste ano a um ritmo de crescimento de cerca de 2% ao ano. “Vamos nos lembrar que saímos de uma recessão de -3%. Então (reverter o quadro) para 2 positivo é bastante”, afirmou. Já a taxa de desemprego, na visão do ministro, vai começar a se recuperar no segundo semestre e chegar em 2018 a um patamar “cada vez menor”.

A confiança na retomada, de acordo com o ministro, está baseada numa série de fatores: controle dos gastos públicos com a PEC do Teto; reformas da Previdência e trabalhista; queda dos juros; recuo da inflação; criação de um novo programa de regularização tributária; nova fase do programa de repatriação de capitais; apetite renovado dos investidores pelos leilões das áreas de petróleo, entre outros.

 

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