Brasil tem 14º Big Mac mais caro do mundo

O Brasil passou a ter o 14º Big Mac mais caro do mundo em 2016, ao custo de US$ 3,35 (o equivalente a R$ 13,57), segundo cálculo com 28 países analisados e divulgado nesta quinta pela revista britânica “The Economist”. O país caiu dez posições no ranking em relação ao levantamento de janeiro do ano passado, quando aparecia com o 4º Big Mac mais caro do mundo.

O sanduíche da rede McDonald’s é usado como um índice pela “The Economist” desde 1986, para mostrar o poder de compra das moedas dos países pesquisados. O mais recente índice indica que a maioria das moedas está significativamente desvalorizada perante o dólar dos Estados Unidos.

No topo do ranking está a Suíça (US$ 6,44 ou R$ 26). Na outra ponta, a Venezuela e a Rússia têm o Big Mac mais barato do mundo, custando, respectivamente, US$ 0,66 (o equivalente a R$ 2,67) e US$ 1,53 a unidade. O preço do Big Mac no Brasil segue mais alto do que em países como Japão, Chile, México e Argentina.

Como é o cálculo. A “The Economist” diz que o objetivo do índice Big Mac não é ser preciso, mas tornar mais fácil o entendimento das taxas de câmbio. E por estar em mais de 120 países, o Big Mac é considerado um bom termômetro de quanto o consumidor de cada local pode comprar. Assim, a taxa de câmbio é calculada a partir do preço do sanduíche em cada país.

Para mostrar a variação das moedas frente ao dólar, ela leva em conta a paridade do poder de compra (ou seja, o que se pode comprar com o dinheiro de um país). 

O real, uma das moedas emergentes com pior desempenho ao longo do último ano, está subvalorizado em 32%, segundo o popular índice Big Mac. Na edição anterior do indicador, divulgada em julho, essa subvalorização era de 10,6%. E, de acordo com a pesquisa, atualmente, a subvalorização do real é a maior desde maio de 2004 (41,4%). 

China teve o segundo “circuit breaker”

O acionamento, pela segunda vez nesta semana, do circuit breaker na China preocupou os investidores. As operações na Bolsa chinesa foram interrompidas com apenas 30 minutos de pregão. O novo tombo em torno de 7% nas Bolsas chinesas reforçou avaliações de que a segunda maior economia do mundo pode estar em desaceleração mais intensa do que previam os analistas. A tensão motivou o banco central chinês a permitir que o yuan se desvalorizasse ainda mais contra o dólar, reforçando a tese de que Pequim estaria alimentando uma guerra cambial.

A autoridade chinesa também anunciou a suspensão do mecanismo automático de suspensão das Bolsas, o chamado “circuit breaker”, em caso de movimentos bruscos. Analistas atribuem a queda aos temores de desaceleração da economia da China e à recente depreciação da moeda local. A aversão a risco foi ampliada pela nova rodada de queda nos preços do petróleo, que ajudou a derrubar as ações.

O ranking

1º Suíça: US$ 6,44

2º Suécia: US$ 5,23

3º Noruega: US$ 5,21

4º EUA: US$ 4,93

5º Dinamarca: US$ 4,32

6º Israel: US$ 4,29

7º Grã Bretanha: US$ 4,22

8º Canadá: US$ 4,14

9º Área do euro: US$ 4

10º Austrália: US$ 3,74

11º Coréia do Sul: US$ 3,59

12º Emirados Árabes: US$ 3,54

13º Turquia: US$ 3,41

14º Brasil : US$ 3,35

15º Japão: US$ 3,12

16º Tailândia: US$ 3,09

OTempo

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