5 filmes plagiados por grandes produções – Cinefilia com Vinícius Lemos

Sim, você já viu esse filme antes. Literalmente. Aquela sensação de déjà vu não é coisa da sua cabeça e muito filme famoso por aí foi apontado, com justiça, de ser um plágio – ou de ter elementos plagiados. Nessa semana, com 17 anos de atraso, eu assisti a Batalha Real, filme japonês que você pode chamar de o original de Jogos Vorazes, de 2012. É ele que abre a seguinte lista de cinco filmes que foram plagiados por grandes sucessos do Cinema.

 

1.Batalha Real (2000)
plagiado por Jogos Vorazes (2012)

A história da cópia aqui é até anterior ao Cinema, porque o livro homônimo do longa japonês, escrito por Koushun Takami, também já era apontado como fonte da publicação Jogos Vorazes, escrita por Suzanne Collins. De qualquer maneira, as similaridades são grandes também nas telas. A ambientação é uma sociedade que beira o caos e a trama é protagonizada por um casal. O mesmo casal que vai vencer os tais jogos em que jovens precisam se matar – e se você não viu nenhum dos filmes até hoje, essa informação foi seu castigo. Matança que se desenvolve dentro de uma ilha controlada e com áreas com perigos específicos. A grande diferença é que enquanto o americano Jogos Vorazes aposta em um drama particular, o oriental Batalha Real é brutal e faz um paralelo mais complexo sobre a relação entre adultos e adolescentes. Ponto para o original.

 

2.Perfect Blue (1997)
plagiado por Cisne Negro (2010)

Cisne Negro rendeu o Oscar de melhor atriz para Natalie Portman com justiça, mas também alguns pedidos de explicações ao diretor Darren Aronofsky. O motivo são as muitas semelhanças visuais e de trama com o animê Perfect Blue – você vai perceber nessa lista que tem muito produto japonês que serviu de “inspiração”. Há uma série de elementos parecidos entre os dois filmes, como o uso de espelhos e a história de uma menina que busca se firmar em seu meio artístico enquanto luta contra sua repressão, o que faz surgir um lado bem obscuro de sua personalidade. Aronofsky negou que o longa animado oriental seja referência direta, mas que haveria semelhanças. Interessante é que ele comprou os direitos de Perfect Blue para recriar uma cena do animê em seu filme Réquiem Para Um Sonho (2000). O momento é aquele em que Jennifer Connelly é filmada em uma banheira, mergulha a cabeça e grita, com enquadramentos idênticos aos de Perfect Blue.

 

3.Doutor Hollywood (1991)
plagiado por Carros (2006)

A segunda continuação de Carros estreia em 2017 e muita gente ainda não percebeu que o original é uma reinvenção sem créditos de um clássico das sessões da tarde: Doutor Hollywood. Veja se não são as mesmas histórias: ambos os personagens são ególatras, até por serem bons no que fazem (um é um cirurgião plástico em ascensão, o outro é um carro de corridas acima da média), ambos ficam presos em uma cidade pequena no meio do nada, os dois aprendem umas lições de humildade enquanto se apaixonam por uma moradora e passam a admirar o lugar.

 

4.Kimba – O Leão Branco (1965)
plagiado por O Rei Leão (1994)

Kimba e Simba perderam os pais e serão responsáveis por governarem seus reinos, mas para isso precisam vencer a maldade de tios que conspiram para obter o poder. Por essas e por outras que o maior clássico Disney para muitos (inclusive para mim) é tido como um grande plágio da obra de Osamu Tezuka, que na verdade foi adaptado para uma série animada nos anos 60. O estúdio do Mickey nunca admitiu o plágio, ainda que as semelhanças sejam claras – os protagonistas são leões, inclusive com vilões com cicatrizes na cara e até a presença das hienas.

 

5.Caçadores de Emoção (1991)
plagiado por Velozes e Furiosos (2001)

Eu já disse outras vezes… Tire os carrões, coloque esportes radicais e todo o resto de Velozes e Furiosos é muito parecido com outro clássico das tardes: Caçadores de Emoção. Tudo bem que Vin Diesel e companhia foram em frente e juntando um monte de peças se tornaram algo maior que a trama policial. Contudo, se você odeia a série que chegou ao 8º filme em 2017, lembre-se que Vin Diesel era Patrick Swayze e Paul Walker era Keanu Reeves no filme do início da década de 90, sob a batuta da oscarizada Kathryn Bigelow. Todo mundo viu os neons, mas não o plágio.

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